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Hospital do Povo orienta população sobre Protocolo de Manchester e explica prioridade no pronto atendimento de Iturama

Sistema de classificação de risco organiza o atendimento conforme a gravidade do quadro clínico, e não pela ordem de chegada; orientação busca ampliar a compreensão dos pacientes e tornar o acolhimento mais seguro

07/10/2026 às 14h02
Por: Eduarda Santa Rosa Carrijo Fonte: Redação Jornal Mg Todo Dia
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Foto: Divulgação
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O Hospital do Povo, em Iturama, reforçou as orientações à população sobre o funcionamento do Protocolo de Manchester, sistema de classificação de risco utilizado para estabelecer a prioridade dos pacientes no pronto atendimento conforme a gravidade de cada caso. A iniciativa procura esclarecer uma dúvida frequente entre usuários dos serviços de urgência: por que uma pessoa que chegou depois pode ser atendida primeiro?

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A explicação está na avaliação clínica realizada durante a triagem. Em vez de seguir exclusivamente a ordem de chegada, o atendimento considera sinais, sintomas e o nível de urgência apresentado pelo paciente. Dessa forma, pessoas em situações mais graves recebem prioridade, enquanto aquelas com condições de menor risco podem aguardar por mais tempo.

A orientação divulgada pelo Hospital do Povo integra um trabalho de educação em saúde que contribui para aproximar o serviço da comunidade, reduzir dúvidas durante a espera e ampliar a compreensão sobre os critérios utilizados pela equipe assistencial.

Triagem identifica a gravidade de cada paciente

De acordo com as informações divulgadas pela unidade, durante a triagem o enfermeiro faz perguntas sobre o que o paciente está sentindo e avalia seus sinais e sintomas. A partir dessa análise, é definido o nível de urgência, identificado por cores.

O sistema apresentado pelo hospital estabelece cinco níveis de prioridade. A classificação vermelha corresponde à emergência e indica necessidade de atendimento imediato. A laranja representa casos muito urgentes, com atendimento indicado em até 10 minutos. A amarela corresponde aos casos urgentes, com referência de até 60 minutos.

Na classificação verde estão os pacientes considerados pouco urgentes, que podem aguardar atendimento ou ser encaminhados para outros serviços de saúde, com referência de até 120 minutos. Já a azul identifica situações não urgentes, também passíveis de espera ou encaminhamento, com referência de até 240 minutos.

O próprio material ressalta que esses tempos são estimados e podem sofrer alterações conforme a gravidade dos pacientes atendidos na unidade.

Prioridade clínica explica por que alguém pode ser chamado antes

A classificação de risco é especialmente importante porque permite direcionar a assistência primeiro a quem apresenta maior necessidade clínica. Assim, a chegada posterior de um paciente não significa necessariamente que ele deverá ser atendido depois de todos os que já aguardavam.

Na prática, se a avaliação identificar uma situação que exige intervenção mais rápida, esse paciente passa a ocupar uma posição prioritária no atendimento. O objetivo é organizar o fluxo assistencial levando em consideração o risco e contribuir para uma assistência mais segura.

Esse esclarecimento também tem papel importante na relação entre profissionais, pacientes e acompanhantes. A espera em um pronto atendimento costuma ocorrer em um momento de preocupação, e compreender os critérios adotados pela equipe pode evitar a interpretação de que houve favorecimento ou desrespeito à ordem de chegada.

Informação também faz parte do acolhimento

Além de explicar os critérios técnicos, o Hospital do Povo destacou a importância do acolhimento durante todo o processo. A instituição orienta que buscar atendimento pode gerar preocupação e reforça que a equipe atua para ouvir, orientar e oferecer assistência de acordo com a necessidade apresentada.

A comunicação com a população torna-se, nesse contexto, parte do próprio cuidado. Explicar como funciona a classificação de risco ajuda o usuário a compreender o percurso dentro da unidade e a razão pela qual determinadas situações recebem resposta mais rápida.

Segundo o Hospital do Povo de Iturama, o Protocolo de Manchester organiza o atendimento conforme a gravidade de cada caso, prioriza quem necessita de assistência mais urgente e contribui para um atendimento mais seguro.

A orientação divulgada pela unidade reforça ainda que, durante a espera, cada pessoa é atendida de acordo com a necessidade identificada em seu quadro clínico. A mensagem central é que, em situações de emergência, o tempo pode fazer diferença e a classificação de risco existe justamente para direcionar a prioridade aos pacientes que mais precisam.

Fonte: Hospital do Povo – Iturama/MG.

 
 
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